Porventura a mais importante e antiga região demarcada do mundo, a cultura da vinha no Douro perde-se na memória do tempo. Com três sub-regiões definidas em virtude das variações climáticas, a Região do Douro está indelevelmente ligada à produção do afamado vinho do Porto. Na região do Douro, a SOGRAPE está presente nos locais de eleição para a produção de Vinho do Porto de alta qualidade, com Quintas na sub-região do Cima Corgo e Douro Superior.
   
   
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A Região do Douro é caracterizada por solos com grandes quantidades de materiais grosseiros, de elevada pedrogosidade à superfície, o que permite uma boa penetração das raízes, aumentando a permeabilidade da água. O xisto contraria a erosão e condiciona o microclima junto às cepas, quer pela reflexão de radiação solar, quer pela acumulação de calor durante o dia e sua cedência gradual durante a noite.

A oeste a região é protegida por montanhas, destacando-se a serra do Marão (1415 metros), abrigando-a das condições atlânticas e retendo, em certa medida, a elevada precipitação que caracteriza o Douro inferior (Douro Litoral).

Daí que a zona da região mais a poente seja ainda influenciada pelo clima tipo atlântico. Esta influência atenua-se à medida que se avança para montante, dando lugar ao Atlântico-Mediterrânico na zona central da Região e ao Ibero Mediterrânico no Douro Superior.

Pela diversidade das características climáticas, e também de fertilidade dos solos, definiram-se “naturalmente” três sub-regiões, com características e potencialidades algo distintas: o Baixo Corgo, compreendendo toda a bacia inferior da Região Demarcada de Barqueiros à foz do rio Corgo; o Cima Corgo, desta ao Cachão da Valeira – S. João da Pesqueira,;e o Douro Superior, que se estende até Espanha (Barca d’Alva)

É no Baixo Corgo, com uma área total de 45 mil ha, que se encontra a maior concentração de vinha – 29,9% da área de sub-região. É, de todas, a região mais fértil, fruto essencialmente da maior precipitação e da menor dificuldade de criar solos mais profundos. Produzem-se bons vinhos generosos, Rubies e Tawnies novos, Tintos e Brancos (VQPRD) com um excelente potencial enológico.

No Cima Corgo, a paisagem altera-se significativamente. As dobradas das encostas tornam-se mais agressivas, os vales dos rios e ribeiras mais profundos, sendo as condições de solo e clima mais agrestes. Dos 95 000 ha, a vinha actual não ultrapassa os 17,9% dessa área. As produções unitárias são pequenas, mas em geral de alta qualidade. O Cima Corgo é o berço dos grandes Tawnies e Vintages.

A partir do Cachão da Valeira, surge o Douro Superior. É a sub-região de maior área, incluída na Região Demarcada do Douro, com uma superfície total de 110 mil ha. No entanto, apenas 7,3% desta área se encontram utilizados pela vinha. Em relação às restantes duas sub-regiões, o Douro Superior é menos acidentado, com encostas geralmente mais suaves e vales menos profundos. O clima é tipicamente mediterrânico, com as temperaturas estivais mais elevadas, e precipitações anuais próximas dos 400mm. É uma região onde se encontram produtos vínicos de elevada qualidade, nomeadamente Tintos do Douro, assim como vinhos generosos para as qualidades de LBV’s e Vintages.

Da totalidade da superfície plantada, somente 26 000 ha estão autorizados a produzir vinho do Porto. As vinhas aptas a produzir são seleccionadas e classificadas segundo critérios bem definidos. É a partir do 5º ano de plantação que as vinhas podem ser consideradas para a produção de vinho do Porto e, de acordo com os elementos cadastrais, cada parcela de vinha tem direito a um determinado coeficiente de benefício.
 
 
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